
Ela deve começar cedo. As crianças estão mais sabidas e têm acesso a toda sorte de informações sexuais.
A curiosidade é natural. Saber como as pessoas enfrentam certas situações pode apontar uma luz, trazer conhecimento, aumentar o repertório pessoal e fazer refletir. É natural, portanto, que as crianças demonstrem curiosidade e procurem esclarecer as dúvidas com as pessoas em quem mais confiam: o pai e a mãe. Logo, não dá para escapar: mais dia, menos dia, o assunto entrará em pauta.Não existe idade certa, e sim o momento adequado para falar de sexo com os filhos.
A conversa deve acontecer sempre que surgir uma oportunidade. Diante da televisão, por exemplo. É comum a criança correr pela sala enquanto os pais vêem a novela até que aparece uma cena de sexo e ela pára diante do aparelho. É a hora de a mãe e o pai dizerem que aquilo é natural entre gente grande. Não podem simplesmente mudar de canal. Essa censura não funciona.
A repressão não é o melhor caminho. Se um garoto de 3 anos fica se encostando nos cantos da mesa e diz que é gostoso e a menina não tira a mãos dos genitais, primeiro é preciso verificar se não existe algum problema físico. Pode ser uma irritação causada por inflamação ou uma infecção. Dizer “não faça isso” não resolve. A energia terá de buscar outro campo e podem surgir alguns distúrbios.
“Meu filho não se abre comigo” é uma queixa comum dos pais fechados. Sem perceber, eles fogem de determinados assuntos e esperam que os filhos os procurem para conversar com eles a respeito. O clima de confiança precisa ser estabelecido desde cedo.
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Um garoto de 9 anos perguntou à mãe como era uma camisinha feminina. “Não sei”, ela respondeu, “deve ser como a masculina”, e deu o assunto por encerrado.
As campanhas que recomendam o uso de camisinha visam apenas aos homens. Não mencionam a camisinha feminina. O garoto ouvir falar dela, sentiu curiosidade e resolveu perguntar à mãe. Surpresa, ela optou pela saída mais fácil, porém incorreta. Existem diferenças entre os dois preservativos. Enquanto a do homem envolve por fora, a da mulher envolve por dentro. Embora tenham vida sexual, muitas mães talvez não saibam dessa novidade. Mas os jovens já estão sabendo...
Nesse caso, seria melhor admitir o desconhecimento: “Não sei, nunca vi uma”. E se comprometer a pesquisar. “Vou me informar e a gente aprende junto”. Pai e mãe não são obrigados a saber tudo. Mas não podem deixar passar uma dúvida em aberto. Estão comprometidos a ensinar, que é um gesto de amor. E daí surge a intimidade. Mais tarde, a primeira pessoa que o filho procura é a mãe (ou o pai), que sempre acompanhou cada fase de seu crescimento.
Na educação sexual o importante é responder especificamente o que se pergunta.
Em geral, o constrangimento da postura de protetor é tamanho que o pai ou a mãe resolvem dar uma aula de camisinha. Contam a história do preservativo. E têm a sensação de alívio pela missão cumprida. Mas precisam perceber se atenderam à necessidade da pergunta. Quase sempre o que a criança que saber é o sentido prático: para que serve. Se estiver satisfeita, ela pára de perguntar. Tirar o foco da pergunta só aumenta a curiosidade infantil.
Se a criança fosse um carro de corrida, cada vez que ela chega junto do pai, ou da mãe, é como se fizesse um pit-stop. Se a parada é satisfatória, ela segue na corrida; caso contrário, já na próxima volta terá de parar, até estacionar completamente. Portanto, é melhor das a resposta de que ela precisa. Mesmo porque ela pode fazer o pit-stop com outras pessoas.É bom dar uma explicação científica sobre sexo? Depende. As pessoas se escondem muito atrás da ciência do sexo. Usam palavras incompreensíveis, mas ficam felizes por falar, embora a criança nem sempre fique feliz ao ouvir. Nesse caso, o risco é que o pequeno procure a resposta em outra fonte, passando a não perguntar mais nada.
Fonte: Içami Tiba – Quem ama, educa!
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Ainda não sou pai mas espero ser competente a ponto de não deixar que os filhos aprendam as coisas fora de casa por falta de abertura para diálogo pois isso pode ter reflexo pra toda a vida.
ResponderExcluirParabéns pelo post!
Beijo
Aqui em casa:
ResponderExcluir- Você quer saber, então toma!
Sempre da melhor maneira possibel!
Bela pergunta!!!
ResponderExcluirAcredito que deve iniciar qdo os pais perceberem que os filhos já estão preparados para começar a ouvi-los =)
Tudo bem com vc??
Bjssss
Bom Dia
ResponderExcluirMonika
To passando para te desejo uma ótima sexta.
Beijos
Roberto
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eu tenho uma filha de 2 anos e ainda não fala direito, mas não pode ver ninguem beijando na tv que vem quererendo fazer igual... eu e minha esposa já começamos a falar que aquilo que ela vê só pode ser feito com quem amamos, apesar de saber que no futuro ela vai perceber que não é bem assim... mas acho que pela idade dela já tá bom
ResponderExcluirObrigada por ter me adicionado..beijao e ótimo FDS
ResponderExcluirpra vc tbm. :))
Járdel - Pra idade dela está ótimo! Acho que não devemos esconder nada, mas também não é tudo que só pode dizer, vai depender muito da idade da criança.
ResponderExcluirTenho um filho de 6 anos e atualmente estou gestante de 8 meses e meio, ele me perguntou comos os bebês nascem e eu expliquei a verdade, mostrei até fotos de como é um parto normal e uma cesariana, não se impressionou e não me perguntou mais, disse à ele que ele nasceu de parto normal e ele entendeu tudo perfeitamente, no entanto ele ainda não me perguntou como é que os bebês chegam até a barriga, mas acho que isso está bem próximo de ocorrer e quando ele me perguntar vou tentar explicar à ele da melhor forma possível. Bjuuu e qualquer coisa é só dar um grito.
Rodrigo - Você está correto, o diálogo é importantíssimo em uma relação, seja ela qual for, de amizade, entre pais e filhos, marido e mulher...
Adão - Você e eu pensamos igual. Também acredito que devemos contar a verdade, sempre da melhor forma possível.
Pam - Eu estou bem, querida. Me sentindo um pouco cansada agora no finalzinho da gravidez e muito ansiosa também.
Ao Roberto e a todos vocês, obrigada pela visita e bom final de semana à todos.
Bjuuu
nem em fale nisso risos
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