26 março 2012

O que é a Educação Sexual, afinal?

Os objectivos da educação sexual estão relacionados com o conceito de “sexualidade”, ou seja, pretende-se uma abordagem o mais universal possível, que não se limite à mera instrução e transmissão de conhecimentos na área da anatomia e fisiologia, mas que também, não se encontre limitada exclusivamente aos afetos.

Em 2000, o Decreto-Lei nº 259 de 17 de Outubro, regulamenta a implementação da Educação Sexual no Meio Escolar através de uma perspectiva interdisciplinar, o que vai ao encontro do carácter (universal) da Educação Sexual. No entanto, a concretização desta intenção está longe da realidade, mas pensamos que os primeiros passos estão a ser dados.

O Decreto Legislativo Regional nº 18/2000/A de 8 de Agosto, estabelece orientações específicas dirigidas à administração para a efectiva concretização dos objetivos de informação, formação e implementação do planejamento familiar e a educação afetivo-sexual. Porém, e à semelhança do que tem vindo acontecer no restante país, este é um processo que está longe da sua real concretização, sendo necessário um maior empenho e investimento, não só dos decisores políticos, mas também, de todos nós, enquanto influenciadores de políticas e agentes de informação/formação.

Em suma, a educação sexual parece ser matéria consensual a nível legislativo. Porém, persistem algumas dúvidas e receios, tais como:

-Quando iniciar a educação sexual?

Em suma são feitas mais perguntas sobre sexo por crianças, do que propriamente por adolescentes, o que justifica a pertinência e importância de iniciar uma educação sexual adequada à idade do indivíduo desde da mais “tenra” idade na família e desde o jardim-de-infância.

-A Educação Sexual não será uma maneira de incentivar ou promover a actividade sexual prematura?

Este é um dos receios mais comuns, porém infundados, pois segundo todos os estudos até agora divulgados, a educação sexual de caráter universal, a qual reconhece vários aspectos: as dimensões positivas (troca de afeto entre as pessoas, conhecimento acerca dos corpos enquanto fontes de prazer, etc.); as dimensões negativas (exploração sexual, infecções sexualmente transmissíveis, gravidez indesejada, etc.); a prevenção associada à informação/formação e o treino de competências comunicacionais. Tudo isto contribui para uma maior consciencialização da vivência da sexualidade individual, gerando até mesmo uma tendência para o adiamento do início das relações sexuais genitais. Por outro lado, são conhecidos os resultados desastrosos de um sistema de ensino de uma cultura de “evitamento” relativamente à sexualidade, pois trata-se do contexto vivido e vivenciado por quase todos nós.

10 comentários:

  1. Nossa se tivéssemos uma aula dessas sem hipocrisia nas escolas, nossos futuros adultos seriam pessoas bem menos problemáticas do que nós...

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  2. Interessante artigo. Mas é um tema sempre difícil, mas necessário abordar. Difícil no sentido de como chegar e falar, creio mesmo que em escolas, com um profissional instruído e preparado para tal, seria bom. E claro, nada subsitui o "dever" de casa, educação que se recebe dos pais. E hoje vemos que na maioria das vezes, os pais acham que é dever apenas da escola e por isso, toda esta "perdição".

    Bjs

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  3. Adorei o texto, muito bem escrito e descrito. Criei um novo espaço e linkei vc lá, adoro seu blog. Beijos e boa semana.

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  4. É o que os pais e professores deveriam conversar abertamente com adolescente e crianças na fase adolescente mas não fazem... aí todos ficam loucos porque nunca falaram disso com eles, elas, enfim.

    Educação Sexual deveria ser obrigatório nas escolas e futuros pais, tendo esse conhecimento, ensinaram em casa seus filhos e os filhos de seus filhos.

    Moral e Cívica e Educação Sexual tem que estar nas matérias! Que tirem química e língua estrangeira! Todo mundo cola e nunca vi um aluno aprender inglês em escola pública.

    XB

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  5. É disso que precisamos, tratar da sexualidade de forma natural e com responsabilidade, isso evitaria que a criança entendesse que sexo é sujo, pornográfico, errado, evitando o conceito errado que se forma, além dos que acabam castrando-se sexualmente por esses motivos, especialmente as mulheres.

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  6. Anônimo09:52

    Adorei o texto, muito bem escrito e descrito. Criei um novo espaço e linkei vc lá, adoro seu blog. Beijos e boa semana.

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  7. antonia10:21

    o que é sexual

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  8. Anônimo08:38

    ola este artigo é muito interessante

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  9. Excelente texto! parabéns Monika e obrigado por compartilhar conosco, tenha um excelente 2011, bjs

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  10. 3 anos de BDSM.. com muito carinho ofereço um selo a todos.

    bjs de mel

    ursinha

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